Sobre a fenomenologia e a tentativa de fundamentação de uma ciência rigorosa
DOI:
10.16928/2316-8080.v3n1p.185-189Palavras-chave:
Husserl Fenomenologia Ciência rigorosa Eu transcendentalResumo
O texto discute a tentativa de fundamentação da filosofia como ciência rigorosa em Edmund Husserl. O percurso toma por apoio as Meditações Cartesianas e reconstitui a genealogia do método fenomenológico a partir da filosofia de Descartes, em que se identifica a primeira grande tentativa moderna de fundamentar a filosofia como ciência primeira. São examinados o diagnóstico husserliano da perda da unidade da filosofia diante de uma literatura filosófica fragmentária, a proposta de retomar o radicalismo cartesiano em novas Meditationes de prima philosophia, o recurso à dúvida hiperbólica e à epoché como suspensão de todo conhecimento passível de dúvida, e a distinção entre o ego puro alcançado pelo cartesianismo e o eu transcendental, apresentado como limite da filosofia de Descartes. O texto sustenta que o eu transcendental, entendido como estrutura comum a toda consciência humana, torna a subjetividade fundamento do conhecimento e permite superar tanto a dúvida quanto à existência do mundo como a dúvida quanto à existência das demais consciências.
Referências
OLIVEIRA, Nythamar de. Husserl. IN: PECORARO, Rossano (ORG). Clássicos da filosofia, v. II: de Kant a Popper. - Petrópolis, RJ: Vozes; Rio de Janeiro: PUC- Rio, 2008.
HUSSERL, Edmund. Meditações Cartesianas. Trad. Pedro M. S. Alves. Lisboa: Phainomenon.,2010. Publicado no dia 22/06/2013 Recebido no dia 10/06/2013 Aprovado no dia 13/06/2013.
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