Resenha de O sofrimento de uma vida sem sentido, de Viktor E. Frankl
Palavras-chave:
Resenha Viktor Frankl Logoterapia Sentido da vida Neurose noogênica Análise existencialResumo
Resenha de O sofrimento de uma vida sem sentido, de Viktor E. Frankl (São Paulo: É Realizações, 2015, 125 p.). O texto apresenta a dupla formação psiquiátrica e filosófica do autor resenhado, sua aproximação da fenomenologia existencial a partir de Scheler, Heidegger e Buber, e a constituição da logoterapia como terceira escola vienense de psicoterapia, depois de Freud e Adler. Percorre a noção de vazio existencial como raiz das queixas contemporâneas, a caracterização da neurose noogênica, a crítica de Frankl à homeostase freudiana, ao determinismo social de Adler e à redução aos arquétipos em Jung, e as técnicas da intenção paradoxal e do enfrentamento da hiper-reflexão diante da ansiedade antecipatória e das neuroses sexuais. Examina ainda a vontade de sentido, o sentido do sofrimento, o lugar da espiritualidade e da religiosidade na clínica e o fecho humanista do livro, aproximando-o de pesquisas contemporâneas sobre espiritualidade e saúde.
Referências
FRANKL, Viktor E. O sofrimento de uma vida sem sentido: como encontrar a razão de viver. 1. ed. São Paulo: É Realizações, 2015, 125 p.
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