Arte como possibilidade de mediação no serviço social
DOI:
10.16928/2316-8080.v9n1p.125-150Palavras-chave:
Arte Serviço Social MediaçãoResumo
A preocupação em compreender a arte e sua relação com a vida social não é algo novo na sociedade moderna: podem-se encontrar no século XIX suas raízes. A percepção de que a arte e as expressões artísticas trazem em si um “reflexo” da sociedade é um fato de tensão entre os estudiosos e pensadores, mas a sua explicitação como reflexo é a base da Estética, de Lukács. Uma das teses fundamentais do autor é que todas as formas de reflexo analisadas na totalidade da vida cotidiana – seja ciência, seja arte – reproduzem a mesma realidade objetiva, mas se faz necessário romper com a noção de reflexo como algo mecanicamente formulado, como uma reprodução fotográfica. A ciência e a arte são exemplificações da capacidade humana de refletir a sociedade. Para uma sociedade que se caracteriza cada vez mais como estimuladora do individualismo exacerbado, do isolamento e da dissociação do todo, da coletividade, a arte configura-se como um dos meios pelo qual se potencializa a totalidade do ser humano, e ao Serviço Social cabe compreendê-la na sua possibilidade de mediação.
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